Torres Vedras

30 edições de Oeste Infantil

01.07.2019

Fotografia da Oeste Infantil de 1998, em que se vêem duas crianças vestidas de pescador, enquanto

“É tudo a brincar, mas tem tudo o que o mundo tem”

30 edições de Oeste Infantil

 

Era uma vez uma grande festa onde as crianças podiam fazer tudo como os adultos, num espaço pensado e criado para elas, onde brincar é a “palavra de ordem”. Podia ser uma fantasia ou o início de um conto infantil, mas é uma realidade que agora celebra o seu 30º aniversário: a Oeste Infantil.

A ideia em torno de um projeto que potenciasse o intercâmbio entre as várias instituições de infância surgiu a 22 de fevereiro de 1990, numa reunião mensal de trabalho entre coordenadores e educadores de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) da área de infância e o Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo.

Instituições de infância de Torres Vedras, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço começaram, assim, a trabalhar a ideia em torno de um espaço inteiramente dedicado a crianças e jovens, centrado na descoberta, na experimentação e na aprendizagem.

Com o objetivo de o evento vir a realizar-se de forma rotativa pelos cinco concelhos, não restavam dúvidas quanto ao nome a escolher. Nascia, assim, a Oeste Infantil, cuja primeira edição decorreu entre 14 e 17 de maio de 1990, no Pavilhão da Coopertorres, no Campo da Várzea. O espaço onde se encontra, atualmente, o Parque Verde da Várzea, contava com pavilhões permanentes que acolhiam a realização da Feira de São Pedro, entre os quais o pavilhão daquela empresa torriense.

Com exceção para a edição que decorreu em Mafra, em 1993, a Oeste Infantil decorreu no Campo da Várzea até 1996, seguindo-se três edições no Centro de Apoio ao Empresário – CAERO. Com a entrada do novo milénio, o evento passou a realizar-se no Parque Regional de Exposições, correspondendo a um anseio há muito partilhado por instituições, crianças e jovens.

Esta foi a primeira edição em que a Câmara Municipal de Torres Vedras se assumiu, formalmente, como coorganizadora da iniciativa, tendo assinado um protocolo com o Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo. Foi, ainda, criada uma Comissão de Gestão para coordenar as tarefas de programação de execução de cada ano, com cada entidade a designar um técnico para a coordenação do evento.

Atualmente, a Comissão Organizadora da Oeste Infantil representa a origem das diversas instituições que dão forma ao evento: da Câmara Municipal de Torres Vedras, às escolas públicas e privadas e às IPSS da região.

A Oeste Infantil passou a ser organizada unicamente pela Câmara Municipal de Torres Vedras em 2004, em colaboração com as escolas da rede solidária, pública e particular do Concelho. Desta forma, o evento reforça aquele que é um dos seus traços distintivos, sendo fruto de um trabalho em rede que vai do envolvimento da sociedade civil ao trabalho voluntário de profissionais de educação e membros da comunidade educativa.

Ao longo de 30 edições, a Grande Festa da Criança passou por várias transformações. Muitos foram os temas do imaginário infantil que foram revisitados ao longo destas décadas, fruto do trabalho desenvolvido entre os vários elementos da comunidade escolar.

No entanto, a chave para o seu sucesso reside no facto de nunca ter adulterado o seu principal objetivo: assegurar um espaço onde crianças e jovens podem conhecer, aprender e crescer enquanto brincam em segurança.

Se, para os mais pequenos, a Oeste Infantil se assume como um dos momentos mais aguardados do ano, a verdade é que em todos os dias deve existir espaço para brincar. Porque para crescer e aprender, não há nada como brincar. A Grande Festa da Criança é, disso, o melhor exemplo.


Rita Santos

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