Torres Vedras

A Poente

01.03.2015

A Poente

"Há alguns anos que me dedico à fotografia analógica de paisagem em preto e branco. Como nasci e vivi grande parte da minha vida em Torres Vedras, conheço bastante bem o litoral do concelho, tendo dedicado uma boa parte do meu trabalho de fundo a esta zona riquíssima em termos de beleza natural.

O mar e seus elementos periféricos, sempre me fascinaram e foi isso que me impulsionou para este trabalho “A Poente”. O título do trabalho foi-me sugerido pelo Dr. Carlos Miguel e prontamente aceite, pois achei que era simples e eficaz, tendo em conta que todas estas fotografias foram feitas a poente do Concelho.

O mar e seus elementos periféricos, sempre me fascinaram e foi isso que me impulsionou para este trabalho “A Poente”.

Não tenho jeito nenhum para explicações filosóficas sobre o meu trabalho, quer se trate de música ou fotografia, sou pragmático, apenas tento registar, da melhor forma possível, as “imagens” pelas quais me sinto atraído, quer pela sua beleza, quer por outras qualidades, em termos fotográficos.

Estas fotografias foram captadas durante um período de pouco mais de um ano, durante o Outono, Inverno e Primavera, nos dias da semana, altura em que as praias estão quase ou totalmente desertas, de manhã ou ao fim da tarde, os meus períodos do dia preferidos para fotografia de paisagem.

A fotografia de paisagem é, para mim, uma espécie de performance, na qual intervêm vários actores: o mar, a areia, as rochas, ribeiras, falésias, céu, nuvens e o actor principal, a luz.

Todos os dias este elenco nos apresenta uma performance diferente, só tenho pena de não conseguir assistir a todas."

Nanã Sousa Dias 

 

Nanã Sousa Dias

Nasceu em 1957 em Torres Vedras.

Começou a interessar-se por fotografia e música aos 13 anos, tendo sido uma Kodak Instamatic a sua primeira máquina fotográfica.

Aos 15 anos, iniciou uma abordagem mais séria à fotografia incluindo o trabalho de laboratório.

Tendo enveredado pela carreira de músico profissional, abandonou a fotografia durante um longo período.

Em 1997, com 40 anos, decidiu regressar à fotografia, tendo recomeçado a fotografar, imprimir e a estudar, como autodidata.

Em 2002, comprou a sua primeira máquina de grande formato, que passou a ser o seu formato de preferência, juntamente com o médio formato, para paisagem, nu, retrato e fotografia urbana, principalmente em preto e branco.

Em 2004, começou a lecionar, tendo dado muitos cursos e workshops em Portugal e no Brasil.

Em 2005, a revista americana B&W Magazine, considerada a melhor revista de Fotografia Fine Art do mundo, publicou um artigo com várias fotografias suas, colocando-o entre os melhores fotógrafos de paisagem do mundo.

O seu trabalho foi publicado em revistas e livros em Portugal, Brasil, Rússia, Estados Unidos, bem como em vários livros técnicos de uma editora inglesa. Entre os livros nos quais participou, destaca-se um livro dedicado à paz, no qual figuram várias individualidades de peso, a nível mundial, tais como Nelson Mandela, Dalai Lama, Kofi Annan, Umberto Eco, Papa Bento XVI, Bono Vox, Al Gore, entre outros.

Fez cerca de 50 exposições em Portugal e no Brasil.

6 Fotografias expostas, das 12 que integram a coleção:

  • Mexilhoeira [3/2011]
  • Formosa [4/2009]
  • Cambelas [2/2012]
  • Porto Novo [2/2012]
  • Penedo do Guincho [3/2011]
  • Assenta [2/2011]
  • Localização: Edifício da Câmara Municipal de Torres Vedras (av. 5 de outubro)
  • Data de instalação: outubro 2014
  • Fotografia
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