Torres Vedras

Painel Cerâmico do Edifício dos Serviços Municipalizados de Torres Vedras

01.03.2014

Painel Cerâmico  do Edifício dos Serviços Municipalizados  de Torres Vedras

O painel cerâmico do edifício dos Serviços Municipalizados de Torres Vedras constitui uma composição que apresenta em destaque, num plano superior, o brasão de armas da Vila de Torres Vedras, transportado por uma figura feminina montando um Pégaso, cavalo alado mítico. Em plano inferior, surge a representação de uma cena mitológica grega, alusiva ao primeiro dos doze trabalhos de Hércules, em que com as suas próprias mãos, o herói mata o monstruoso leão de Neméia. A encimar a composição, em sinuoso listel de fundo vermelho, lê-se a divisa “À  CELERE e DECIDIDA V. de TORRES VEDRAS”.

Esta obra tem a intenção de representar alegoricamente a força e determinação das gentes de Torres Vedras, patente em episódios históricos como as Guerras Peninsulares e a resistência ao invasor napoleónico, bem como augurar um futuro auspicioso para a vila, transportada com suas armas num cavalo alado, símbolo de beleza e prosperidade. Nas palavras de Luís Ferreira da Silva, “é a celebração da força e da beleza do Povo”.

Esta obra tem a intenção de representar alegoricamente a força e determinação das gentes de Torres Vedras, patente em episódios históricos como as Guerras Peninsulares e a resistência ao invasor napoleónico, bem como augurar um futuro auspicioso para a vila, transportada com suas armas num cavalo alado, símbolo de beleza e prosperidade. 

Neste painel, com 310 cm x 370 cm,  o artista utilizou a técnica de baixo-relevo cerâmico de grés, com decoração policroma de vidrados e óxidos de alta temperatura.

  • Autoria: Luís Ferreira da Silva (1928- )
  • Localização: R. Cândido dos Reis, Torres Vedras (Edifício SMASTV)
  • Data de instalação: 1971

Luís Ferreira da Silva

Luís Ferreira da Silva, ceramista e artista plástico nasceu na cidade do Porto no ano de 1928. Iniciou a sua formação no domínio da cerâmica, em Coimbra, como pintor e, desde cedo, mostrou mestria e génio artístico para formas de expressão diversas tais como a gravura, desenho, escultura … No campo da cerâmica, o seu percurso profissional vasto é marcado, nas décadas de 50 e 60 do séc. XX, pelos vários períodos em que colaborou com a “Secla”, uma das mais importantes unidades de produção de faiança a nível nacional. No campo artístico, a sua intensa e inovadora produção obtém então amplo reconhecimento. Em 1961, é selecionado para a II Exposição organizada pela Gulbenkian, em 1964 expõe na Galeria 111, em Lisboa e ainda nesse mesmo ano é-lhe atribuído o Prémio Nacional de Escultura Soares dos Reis. O Jornal de Letras e Artes dedica-lhe uma grande entrevista. Em 1967, a Fundação Calouste Gulbenkian concede-lhe uma bolsa e, ainda nesse ano, partiu para Paris, onde frequenta a Escola de Manufatura. Regressa a Portugal em junho de 1968.

Também no campo do design Ferreira da Silva manifesta grande apetência, em especial a partir da década de 70, em projetos como a “Ceramex” ou “Rolcer”, em que chega a fornecer grandes marcas como IKEA ou BLOCK. No campo do ensino e formação técnica, colabora há cerca de uma década, desde a sua fundação, com o Centro de Formação para a Indústria Cerâmica das Caldas da Rainha, onde dá formação e realiza projetos especiais sob encomenda. Na última década, além de variados projetos de arte pública, Luís Ferreira da Silva continua a desenvolver a sua linguagem estética com vigor e capacidade de renovação invulgares. Reside e trabalha nas Caldas da Rainha e conta 85 anos de idade.

Um agradecimento especial a Luís Ferreira da Silva, Catarina Sobreiro (Paços- Galeria Municipal de Torres Vedras), bem como a Paulo Ferreira e Rui Silva (Museu Municipal Leonel Trindadade).

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