Torres Vedras

Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Torres Vedras continua em marcha

06.06.2019

Fotografia do grupo que integrou a visita técnica às obras do Programa Encosta, em frente ao antigo Matadouro Municipal, analisando a planta de uma das obras em execução.

A execução do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Torres Vedras continua a decorrer, com dez operações a serem executadas, de momento, na cidade. O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, promoveu duas visitas técnicas às obras em curso, que decorreram na segunda e na quinta-feira, visitando os trabalhos que decorrem no âmbito do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) e do Programa Encosta – Regeneração Urbana e Social da Encosta de São Vicente.

“Faço um balanço francamente positivo. Apesar de conhecer o ritmo de cada uma das obras, era importante ter uma noção in loco” afirmou Carlos Bernardes na conferência de imprensa que decorreu após a visita desta manhã e que se realizou no núcleo B da primeira fase do Programa Municipal de Habitação Social. “Estou convicto de que o resultado final vai ser a transformação da nossa cidade” defendeu, destacando o cofinanciamento da União Europeia que faz deste um “projeto europeu”.

Em destaque esteve, ainda, o efeito de “contaminação” desencadeado por estas operações, uma vez que se têm vindo a verificar diversas intervenções de âmbito privado em torno da “melhoria e reabilitação do edificado” da Encosta de São Vicente. Neste sentido, Carlos Bernardes relembrou os incentivos fiscais disponíveis para quem promove ações de reabilitação em áreas de reabilitação urbana (ARU’s).

Coube a Bruno Ferreira, vereador da Gestão Urbanística, do Planeamento Estratégico e Territorial e da Fiscalização Municipal, lançar um “pedido de compreensão à comunidade”, uma vez que estão em causa “obras que se vão realizar durante este ano e algumas delas vão estender-se durante 2020.”

Numa fase em que 16 das 20 operações do PEDU já estão aprovadas pela Autoridade de Gestão, Carlos Figueiredo, chefe da divisão de Planeamento Estratégico e Territorial, explicou que o objetivo passa por começar a transitar para uma “fase de fecho progressivo das operações”, que dão forma a “um processo longo e complexo, que implica o envolvimento de todos os serviços da Câmara.”

 

Uma nova centralidade urbana

“Em boa hora a Câmara Municipal planeou, e neste momento está a executar, de forma a trazer luz para esta zona” disse Francisco Martins, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, lembrando que a cidade de Torres Vedras se tem vindo a desenvolver para a zona sul do Rio Sizandro. “Enquanto intervenientes no espaço público, cabe-nos agora acompanhar os novos residentes, as novas vivências e as novas associações que aqui irão coabitar” acrescentou.

Sublinhe-se que o Programa Encosta surge na sequência do Torres ao Centro – Regeneração Urbana no Centro Histórico de Torres Vedras e da requalificação da zona do Choupal (que integrou o programa Polis). O objetivo passa por estender as dinâmicas de regeneração urbana à zona norte da cidade, com intervenções que incidem sobre espaço público, equipamentos, habitação e mobilidade.

No período em que se assinala a Quinzena do Ambiente, sublinhe-se que as obras integram conceitos de sustentabilidade ambiental, inserindo-se no trabalho da Câmara Municipal de Torres Vedras em torno de uma cidade mais “verde” que visa promover a sua qualidade de vida e atratividade.

Todas essas intervenções integram o PEDU que, de forma a responder aos desafios de natureza social, económica, ambiental e demográfica, conta com três instrumentos de planeamento: ao PAMUS, soma-se o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) e o Plano de Ação Integrada para as Comunidades Desfavorecidas (PAICD).


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