Torres Vedras

ARU Boavista Olheiros

A área de Boavista/Olheiros tem-se constituído historicamente como uma área marginal e periférica no contexto do sistema urbano da cidade, caracterizada por unidades habitacionais de baixa qualidade e estratos sociais de menor poder económico, fruto de um processo de desenvolvimento urbano que privilegiou o crescimento para sul, dadas as melhores condições geográficas.

À barreira física natural do rio Sizandro juntaram-se eixos rodoviários que vieram acentuar as diferenças entre os dois espaços da cidade e criaram as condições favoráveis para a marginalização da parte norte da cidade.

Esta área apresentava-se em meados da década de noventa, segundo o diagnóstico do Plano Estratégico da Cidade, como uma área “mal equipada, mal infraestruturada e mal servida de transportes, onde se registam fenómenos graves de exclusão social (jovens, população idosa, minorias étnicas) e situações de insegurança dos residentes”. (PEC 1996, Diagnóstico).

Sublinhava-se a ausência de uma centralidade urbana, a existência de “grandes carências quer ao nível dos equipamentos colectivos que ao nível do saneamento básico”, e ainda a insipiência das “funções de comércio e serviços e os espaços públicos de suporte, que configuram estatuto urbano”.

Por outro lado, o padrão de ocupação e a estrutura viária evidenciavam “uma manifesta desarticulação ao nível do desenho urbano”, sendo a acessibilidade ao centro da cidade, a sul, ”dificultada pela barreira física do rio Sizandro e pelo estrangulamento que se observa na sua transposição”.

Dinâmicas de construção mais recente conduziram a uma reversão parcial de fenómeno de exclusão, assente, por um lado, no investimento privado, concretizado através de algumas operações de urbanização nos extremos nordeste e norte da cidade, que vieram trazer para estas áreas novas populações, e, por outro lado, em investimento público, traduzido entre outros aspetos, na instalação de equipamentos públicos, como escolas, em programas de requalificação de bairros sociais, e ainda ao nível das infraestruturas e acessibilidades.

Este esforço de reabilitação urbana prossegue aos dias de hoje, carecendo ainda de dois níveis de intervenção: por um lado, a necessidade de concluir a intervenção pública de requalificação do tecido habitacional mais crítico, correspondente ao denominado Bairro Social de Boavista/Olheiros; e, por outro, a necessidade de articular, integrar e complementar as diversas intervenções já efectuadas ou previstas, de forma a conferir ao conjunto a indispensável consistência e qualidade urbana.

Sendo certa, pelas razões expostas, a necessidade de prosseguir uma política de reabilitação urbana que alcance o essencial de todo este quadrante da cidade, não é menos verdade que a delimitação de operações de reabilitação de grande dimensão dificulta a operacionalidade e enfraquece a relação, que se pretende muito clara e direta, entre as ações concretas e os objetivos que as enquadram.

Opta-se assim, por definir neste primeiro momento, uma área de reabilitação urbana, com cerca de 11 hectares, centrada no conjunto deste sistema urbano que apresenta maiores necessidades do ponto de vista da integração social das populações residentes.

Delimitação de Área de Reabilitação Urbana de Boavista Olheiros
Área de Reabilitação Urbana de Boavista Olheiros

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