Torres Vedras

Agenda

Costanza Givone e João Vladimiro | Molde

Emergência Cultural - Ciclo de Programação em Linha

Até 23 de maio | 21h00

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Evento já ocorrido

Local: Página de Facebook do Teatro-Cine de Torres Vedras

Esta atividade integra o programa Emergência Cultural Torres Vedras 2020

"Um ateliê, uma oficina, materiais amontoados. Uma mulher prepara-se para fazer um molde em gesso. Cobre o seu corpo dessa matéria pastosa e espera. A câmara percorre sem pudor este casulo branco.

O gesso parte. Outros materiais envolvem o corpo, limitam e transformam-no, criando seres grotescos em constante mutação. Miragens de algo que estava esquecido ou simplesmente escondido. Figuras que habitam esta mulher e que ela não afasta, pelo contrário, integra. 

"Figura" do lat. Figura. Do tema fingere: plasmar, modelar. 

"Molde" é uma extensão para écran da performance, em construção, “Exposição”. Aproveitei estes tempos  em que as artes performativas estão reclusas, para convidar o realizador João Vladimiro a criar um objeto artístico onde o material já trabalhado para a performance fosse reinterpretado. Molde é então um lugar de pesquisa, onde a relação com o meio cinematográfico (câmara e montagem), permite ultrapassar os limites do espaço teatral e imaginar novas  soluções para a performance.  "Molde" é assim uma nova criação que procura reencontrar a essência da perfomance "Exposição" e ampliar as suas possibilidades de comunicação." Costanza Givone

 

Direção artística, cocriação, interpretação: Costanza Givone
Cocriação e realização vídeo: João Vladimiro
Criação e interpretação musical: Ece Canli
Produção: Fogo Lento-Associação CulturalApoios: Municipio de Torres Vedras,  Teatro-Cine de Torres Vedras, Circolando
Agradecimentos: Pedro Nabais, Frederico Lobo

 

 

Costanza Givone (direção artística, cocriação e interpretação) 
Mestre em artes cénicas e pós-graduada em dança contemporânea na ESMAE (Porto). No seu percurso artístico destaca os artistas N.Karpov, Virgilio Sieni, Simona Bucci, Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Vera Mantero, Alexej Merkushev da companhia Derevo, Gey Pin Ang, Gabriella Bartolomei (voz) com os quais estudou e os coreógrafos e encenadores Madalena Victorino, Aldara Bizarro, André Braga e Claudia Figueiredo com as quais trabalhou como intérprete. Desde 2012 ao lado do trabalho de interprete desenvolve projetos pessoais em colaboração com artistas de diferentes áreas: Fogo Lento (projeto vencedor da Bolsa Isabel Alves Costa 2018), Familias (projeto-satélite Circolando), Tempo Rói (estreia TAGV, Coimbra, 2015), Santas de Roca (produção Artemrede 2013), Salomè ha Perso il Lume (finalista do Premio Scenario, estreia no FIMFA).  

 

João Vladimiro  (cocriação e realização video)
Licenciatura em Design Gráfico na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A partir de 2006 começa a aventura cinematográfica frequentando o curso de realização de documentário dos Ateliers Varan na Fundação Calouste Gulbenkian onde realiza Pé na terra com o qual vence o prémio de melhor realizador Português de curta-metragem no 3º Indie Lisboa. Depois disso realizou Jardim (2008), Lacrau (2013), — vencedor dos prémios “Melhor Longa Metragem Portuguesa” e Árvore da Vida no 10º Indie Lisboa — A lã e a neve (2014) e Anteu (2018) 4 prémios principais em 3 festivais Portugueses. Estes filmes foram exibidos em importantes festivais estrangeiros como Fid Marseille, Mar de Plata, Viennnale, Sevilha, Rio de Janeiro e mais recentemente, com Anteu, Nova Iorque, Roterdão e Buenos Aires, sempre nas competições principais. De momento está a preparar com o apoio do ICA (escrita e desenvolvimento) a sua primeira longa metragem de ficção: O desaparecimento dos pirilampos.

 

Ece Canli ( interpretação e criação musical)
É investigadora, artista, cantora e música. Vive no Porto. Concluiu o MFA pela Konstfack University College of Arts, Crafts and Design (na Suécia) e o Ph.D pela faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Portugal). O seu trabalho centra-se na temática “body politics” e as suas metodologias de investigação incluem voz, som, texto e artefato. Ece foi performer do coletivo queer-feminista T.I.R de Estocolmo e colaborou com vários artistas, músicos e coreógrafos como Jonathan Uliel Saldanha, Joclécio Azevedo, Eyvind Kang, Jessika Kenney, Garcia de Selva, Nina Jeppsson, Carolina Nylund e Extrastruggle. Atualmente ela compõe e toca nos projetos Nootio (um duo com a harpista Angélica V. Salvi), Live Low (uma banda iniciada por Pedro Augusto) e Vox Flora, Vox Fauna (solo) onde usa "extended vocal techniques", !speech act" e outros elementos sonoros. 


Atividade Gratuita


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