Torres Vedras

Convento do Varatojo

08.03.2017

A Passos no Concelho leva-nos, desta vez, a uma viagem pelo tempo numa visita guiada ao Convento do Varatojo.

À chegada, o ambiente bucólico transporta-nos para uma dimensão de tranquilidade compassada pela melodia da água que corre na fonte. Descemos três lances de escadas, em sinal de humildade e chegamos junto ao pórtico de entrada, tipicamente barroco encimado pelo orago, Santo António. Aqui, encontramos o Frei Hermínio e o Frei Nicolas que nos recebem e, de forma entusiasta, nos contam a história do edifício.

Recuamos 5 séculos e, logo na fachada, é destacada a janela dos aposentos do Rei D. Afonso V, que mandou levantar este convento em cumprimento a uma promessa feita a Santo António, pedindo auxilio nas conquistas do norte de África.

Transpomos o portão em ferro forjado, e logo encontramos a porta de acesso à capela de Nª Senhora do Sobreiro e o pórtico ogival da igreja primitiva com as armas de Portugal e o emblema do Rei em destaque.

O Frei Hermínio indica-nos a entrada do convento. Para entrar, tocamos o sino e somos absorvidos pelo mistério!

Somos encaminhados para o coração do convento, o claustro franciscano, ao estilo de S. Damião e que, nos meses de verão, é embelezado por uma centenária glicínia a envolver as colunas onde assentam os arcos em ogiva.

Alguns passos à esquerda, encontramos uma fabulosa imagem em azulejo de Santo António, descoberta recentemente. O Frei Hermínio conta-nos que esta fora emparedada para que não fosse destruída. Mais à frente, o admirável pórtico manuelino, que dava acesso à capela-jazigo dos Alcaides-Mores de Torres Vedras.

Contornamos o claustro e entramos na Sala do Capítulo, esplendorosa pela cobertura de azulejos do séc. XVIII e histórica pelo conjunto de imagens de figuras ilustres que habitaram o convento com destaque para o Frei António das Chagas.   

Mais à frente, o Frei aponta para a entrada lateral da igreja. Não sendo a principal, é por aqui que os visitantes podem aceder, diariamente, ao interior. Embora de dimensão reduzida, a diversidade artística preenche este espaço onde o silêncio impera e a paz supera! 

A visita foi acompanhada pela melodia da chuva e, por isso, voltaremos outro dia para conhecer a encantadora mata!