Torres Vedras

Rúben Monteiro

01.03.2018

Rúben Monteiro (1986), Torres Vedras, compositor, teve a sua primeira abordagem profissional à música com o heavy metal que é pesado, negro, profundo, convicto, com letras encorajadoras que o fascina, porque significa um “agarrar a vida com os punhos cerrados”. Esse estilo musical que continua a influenciar a sua atitude e a sua forma de estar na vida é muito próximo da música turca que compõe. Aliás, considera esta última ainda mais firme e profunda.

Multi-instrumentista, organiza a sua aprendizagem de cada instrumento como se fosse um livro de cabeceira. Cada mês dedica a um diferente de modo a aprender e conhecer com toda a seriedade e rigor.

Para além do piano, bateria e guitarra, o compositor estuda Sanfona (Penísula Ibérica); Rubab (Afeganistão); Baglama (Kopuz, Uzun, Divan, Kisa, Cura; Lavta (Turquia); Oud (Turco e Marroquino); Sítar (Índia); Gaita de foles (Península Ibérica).

O estilo musical de Rúben Monteiro é a fusão, World Music. Autodidata perfecionista é fascinado pela música e pelos instrumentos musicais. Procura conhecer a cultura dos instrumentos, imprime-lhes o seu cunho pessoal aproximando-se acima de tudo do que os nativos sentem e a origem do instrumento. Adora fundir culturas, formas de interpretar e de entender a música. Considera a teoria musical e o seu rigor de aprendizagem muito importante, mas a música é demasiado importante para si e, no seu sentido crítico e analítico, pensa que a forma ideal de a transmitir deve aproximar dela as pessoas numa forma descontraída. A música é rigor matemático na sua teoria, mas é igualmente sentimental e criativa.

Rúben Monteiro não é “malta que toca instrumentos estranhos”. Ele revisita os instrumentos tradicionais, modernizando-os com efeitos e uma componente eletrónica. Quanto mais conhecimento adquire, mais exigente se torna, porque gosta de fazer as coisas bem!

Conta com várias edições como Shaky Existence, Alluminia, metal (2005); P.O.S.T., Alluminia, metal progressivo (2007); Inner, Rainforest, acústico (2008); Esperanto, Dorahoag, world music (2013); Alvorada da Lua, Albaluna, folk (2014); The Sunset and The Slave, Dukha, metal progressivo (2015); Nau dos Corvos, Albaluna, world music (2016).

Porque faz o seu próprio estilo fiel às suas próprias convicções não se moldando “ao que os outros querem”, mesmo que a sua música não seja o género ou estilo das pessoas que o ouvem, ele gosta de sentir que toca as pessoas pelas suas frases musicais que passam uma mensagem, pela sensibilidade e profundidade.

Tocar as pessoas são o mais importante, tal como a sua música que é a sua forma de ser e estar na vida.

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