Torres Vedras

Requalificação do Miradouro Meia Laranja

21.06.2018

PARU.07 – Reabilitação do Miradouro Meia Laranja

Candidatura em apreciação pela Autoridade de Gestão

Esta operação integra o Plano de Ação de Regeneração Urbana – PARU

 

A requalificação do Miradouro Meia Laranja, situado no acesso ao Forte de S. Vicente, é também um dos projetos previstos no PARU (Plano de Ação de Regeneração Urbana) e no PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano).

Recorde-se que este miradouro dispõe de uma vista panorâmica privilegiada sobre a Cidade, ocupando também uma posição de charneira entre as zonas norte e sul da encosta de S. Vicente.

A intervenção tem como objetivo oferecer à Cidade um novo lugar de referência do ponto de vista urbanístico, ambiental e social. Apresenta como objetivos gerais a consolidação de uma parte da rede de percursos pedonais da Encosta de S. Vicente, promovendo a coesão social e territorial da Encosta e desta com a cidade; potenciar o desenvolvimento e melhoria da estrutura ecológica dos terrenos que integram esta intervenção oferecendo à Cidade mais uma área com um caráter urbano e paisagístico estruturado; e a requalificação do miradouro enquanto espaço de estar e de contemplação. 

Esta obra contribuirá, consequentemente, para a valorização de toda a Encosta de S. Vicente promovendo uma integração mais franca com a cidade, pois será minimizado o impacto visual de descontinuidade com o restante tecido urbano.

A intervenção no espaço do miradouro inclui a requalificação de pavimentos, bem como do muro existente (que será alargado e no qual será criado um banco), a contenção da área de acesso automóvel com o reordenamento da respetiva área de estacionamento, a arborização, a instalação de uma pérgula, de uma nova iluminação pública, de mobiliário urbano, de equipamento informativo sobre a rede urbana de circuitos pedonais, de uma rede de rega e uma outra de drenagem de águas pluviais.

A requalificação do abrigo do Casal do Choupal será outra componente da intervenção. Trata-se de um equipamento de pequena dimensão que se encontra em ruína e se pretende reabilitar de forma a proporcionar à comunidade um espaço que possa funcionar como abrigo e espaço de apoio a atividades ao ar livre, nomeadamente para as a desenvolver pelo Agrupamento de Escuteiros de Torres Vedras. Será dotado de uma instalação sanitária, um arrumo/armário, um espaço de refeições e um espaço polivalente e será acompanhado de infraestruturas básicas, como iluminação nos telheiros, iluminação exterior, rede de águas, rede de drenagem de esgotos pluviais e domésticos. Terá um pátio que será pavimentado, a partir do qual se acederá a dois abrigos, e em que se instalará mobiliário urbano e um elemento arbóreo.

A partir do miradouro meia laranja são implantados dois ‘braços’ de circulação pedonal que promovem a ligação entre o Bairro do Choupal a sul e o Bairro do Matadouro e da Floresta a norte. Esta parte do projeto será acompanhada de iluminação pública integrada nos passadiços. No encontro de ambos os braços pedonais com as ruas Maria Pereira (encosta sul) e do Matadouro (encosta norte), respetivamente, destaca-se a implantação de um lance de escadas metálicas envernizadas que anunciam e convidam à circulação pedonal.

Na ligação entre o miradouro e a Rua Maria Pereira os lances da respetiva escada de betão culminam num platô intermédio perto do qual está prevista a instalação de bancos. Na envolvente a este percurso está prevista a plantação de maciços arbustivos e elementos arbóreos autóctones de sistema seco.

Já o braço norte consistirá num caminho pedonal dividido em três segmentos de pavimento, sendo enquadrado por nova arborização de espécies naturais da região. A respetiva estrutura de taludes será otimizada e estabilizada por maciços de arbustos, também autóctones. As faixas aplanadas entre taludes serão revestidas por prados de sequeiro. Estas bolsas poderão ainda ser convertidas em talhões hortícolas e serão para isso preparadas no que diz respeito à acessibilidade e rede de água. Perto do percurso serão instalados bancos sombreados por árvores.

Finalmente, como estratégias de projeto destaca-se a aposta no uso eficiente da energia através da implantação de um sistema de iluminação pública com baixo consumo energético; bem como a implantação de um sistema de recolha de águas pluviais que não sobrecarregue a rede municipal e promova a infiltração no terreno, alimentando a rede de minas de água existente.


Imagens: Gabriela Raposo

 

NÚMEROS

Área: cerca de 5.500,00 m2

Custo total elegível: 388.254,40€

Apoio financeiro da União Europeia: 85% pelo Programa Operacional Regional do Centro, Portugal2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional    

Prazo: 2.º semestre de 2020

Projeto: Gabriela Raposo

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