Torres Vedras

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Edital N.º 153/2019 - Divisão de Ambiente e Sustentabilidade - Boas Práticas para eventos sustentáveis

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EDITAL N.º 153/2019

DIVISÃO DE AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE - BOAS PRÁTICAS PARA EVENTOS SUSTENTÁVEIS

CARLOS MANUEL ANTUNES BERNARDES, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras:

TORNA PÚBLICO, para cumprimento do disposto no art.º 158.º, do Código do Procedimento Administrativo, na redação dada pelo Decreto-lei n.º 4/2015, de 07/01, e no art.º 56.º, da Lei n.º 75/2013, de 12/09, na sua atual redação, que a câmara municipal, em sua reunião de 11/06/2019, deliberou aprovar a implementação das Boas Práticas para Eventos Sustentáveis.

MAIS TORNA PÚBLICO que o documento de boas práticas para eventos sustentáveis se encontra disponível, para consulta, no site da câmara municipal, nas sedes das juntas de freguesia e no edifício multisserviços da câmara municipal.

POR ÚLTIMO TORNA PÚBLICO que a ata da citada reunião foi aprovada em minuta, nos termos do n.º 3, do art.º 57.º, da Lei n.º 75/2013, de 12/09, na sua atual redação, a fim de surtir efeitos imediatos.

PARA CONSTAR e devidos efeitos, se publica o presente edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares públicos do costume.

E eu, Catarina Lopes Avelino, Chefe de Divisão Administrativa (em regime de substituição), o subscrevi.

Torres Vedras, 14 de junho de 2019

O Presidente da Câmara Municipal,

Carlos Manuel Antunes Bernardes

 

BOAS PRÁTICAS PARA EVENTOS SUSTENTÁVEIS

FICHA TÉCNICA

DIVISÃO DE AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Chefe de Divisão

Eng.ª Marta Rodrigues

Tlf.: 261 320 733

E-mail: marta.rodrigues@cm-tvedras.pt

Técnico Superior

Eng.º André Alves

Tlf.: 261 310 436/449

E-mail: andrealves@cm-tvedras.pt

Versão

Data

Observações

00

2019-04-24

--

01

2019-05-22

Revisão das medidas e práticas relativas a Comunicação e Publicidade


ENQUADRAMENTO

O presente documento de Boas Práticas para Eventos Sustentáveis enquadra-se na missão da Câmara Municipal de Torres Vedras que visa a promoção do desenvolvimento sustentável, coesão territorial e a melhoria da qualidade de vida da população.

Neste âmbito, definem-se um conjunto de medidas e boas práticas para sua implementação, de caráter voluntário, que estabelecem um referencial para a mudança e melhoria de comportamentos, práticas e atitudes alinhados com princípios e compromissos de sustentabilidade.

As medidas encontram-se organizadas em 9 áreas temáticas relacionadas com vários aspetos, etapas (antes, durante e após) e tipos de eventos (conferências, reuniões, festivais, feiras, exposições, eventos desportivos, musicais, etc.). Por este motivo, as medidas e boas práticas propostas devem, sempre que possível, ser adotadas e adequadas às características específicas de cada evento, sem prejuízo do cumprimento da restante legislação e regulamentação aplicável. Importa salvaguardar que as medidas estão, em parte, correlacionadas entre si e não excluem a aplicação de outras práticas de sustentabilidade não plasmadas no presente documento.

As diretrizes deste documento implicam o reconhecimento dos impactes ambientais e os benefícios sociais e económicos associados à realização de eventos, enformando uma ferramenta para sensibilizar, informar e envolver todos as partes interessadas no desenvolvimento de eventos no concelho de Torres Vedras.

Neste contexto, assumindo um compromisso de melhoria contínua para tornar o Município numa referência em matéria de sustentabilidade, desafiam-se todos os serviços da autarquia, juntas de freguesia, empresas municipais, associações, coletividades, instituições e outras entidades a implementar as Boas Práticas para Eventos Sustentáveis.

COMUNICAÇÃO E PUBLICIDADE

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Garantir o envolvimento de todas as partes interessadas

  1. Assegurar que todos os membros da organização, promotores, patrocinadores e fornecedores conhecem as exigências de sustentabilidade do evento.
  2. Promover o cumprimento de boas práticas de sustentabilidade junto dos fornecedores.
  3. Informar os expositores sobre os compromissos de sustentabilidade assumidos e colaborar na seleção de fornecedores com boas práticas.
  4. Disseminar as boas práticas de sustentabilidade a adotar em todas as fases de um evento (pré, durante e após) junto dos colaboradores através de ações de formação e/ou sensibilização.
  5. No final do evento, agradecer a todas as partes interessadas pela sua colaboração no desenvolvimento de um evento mais sustentável.

Promover o princípio da desmaterialização e privilegiar a utilização de suportes de comunicação digitais

 

  1. Promover a desmaterialização de fluxos de informação, assegurando a circulação eletrónica de comunicações internas e externas (p.e. correio eletrónico, pastas partilhadas e outras plataformas digitais).
  2. Privilegiar o desenvolvimento de campanhas de comunicação digitais (p.e. spots de rádio e televisão, publicidade/divulgação nos sítios de internet, redes sociais e mensagens sms).
  3. Disponibilizar toda a informação sobre o evento no(s) sítio(s) de internet da(s) entidade(s) organizadora(s)/promotora(s).
  4. Desenvolver spots publicitários de baixo carbono, selecionando locais próximos e utilizando equipamentos eficientes.
  5. Recorrer a telas digitais para exibir informação e programação do evento.

Comunicar os compromissos de sustentabilidade do evento

  1. Divulgar informação sobre as boas práticas ambientais e sociais implementadas nas várias fases do evento (p.e. elaborando press-releases, relatório/apresentações anunciando as opções adotadas por todos os envolvidos, quantificando emissões e consumos evitadas/reduzidas).

Respeitar o Regulamento Municipal de Publicidade e Ocupação do Espaço Público e adotar práticas sustentáveis

  1. A afixação e a inscrição de mensagens publicitárias, independentemente da sua sujeição a licenciamento ou isenção, devem cumprir os princípios gerais definidos no artigo 3º do regulamento.
  2. Cumprir as condições de afixação, inscrição ou difusão de mensagens publicitárias, de instalação de suportes publicitários e de ocupação do espaço público com mobiliário urbano, definidas no Anexo I do regulamento.
  3. Manter o suporte, a mensagem publicitária e o mobiliário urbano nas melhores condições de conservação, limpeza, funcionamento e segurança.
  4. Retirar o suporte, mensagem e mobiliário urbano no termo do prazo da comunicação ou da licença e repor a situação existente no local.
  5. A publicidade licenciada com fins de promoção e divulgação de eventos, deverá ser removida pelos seus promotores ou beneficiários, no prazo de 5 dias após a realização dos mesmos.
  6. Excluir a utilização de suportes publicitários em materiais plásticos, nomeadamente pendões e faixas.

LOCAL DO EVENTO

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Privilegiar locais que garantam uma minimização dos impactes ambientais

  1. Na seleção do local para um evento que implique recintos improvisados e/ou temporários é necessário ter em consideração os instrumentos de gestão territorial e as condicionantes, servidões e restrições de utilidade pública aplicáveis (p.e. rede natura 2000, área protegida, domínio hídrico, etc).
  2. Na seleção do local para eventos em recintos fechados deve ser dada preferência a locais com políticas de sustentabilidade implementada (p.e. certificações de qualidade, ambiental, de higiene, saúde e segurança, bem como boas práticas na gestão de resíduos, consumos de água e de energia, política de compras, promoção da cultura, património e economia locais, etc.).
  3. Caso o local a selecionar possua fornecedores exclusivos, assegurar que estes também possuem uma política de sustentabilidade.
  4. Privilegiar locais que integrem critérios de construção bioclimática (p.e. locais que maximizem a iluminação natural e a criação de ventilação natural).
  5. Optar por um local que possua uma boa rede de acessibilidades.
  6. Planear a localização do evento tendo em consideração os níveis de ruído expectáveis, os períodos de referência e os valores limite de exposição previstos no Regulamento Geral do Ruído.

STANDS, EXPOSITORES E OUTROS ESPAÇOS

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Privilegiar estruturas e outros elementos decorativos reutilizados e/ou reutilizáveis

  1. Utilizar estruturas modulares reaproveitáveis na construção de infraestruturas, stands, cenografia e decoração, preferindo material reutilizado e/ou reutilizável, e/ou, em caso de impossibilidade, reciclados e/ou recicláveis, e garantindo a sua correta gestão após o evento.
  2. Dar preferência ao aluguer de material (p.e. estruturas, sinalética e outros elementos decorativos) relativamente à sua aquisição.
  3. A sinalética e outros elementos decorativos adquiridos devem ser duráveis, genéricos e sem referências a datas para permitir a sua reutilização noutros eventos.
  4. Estudar e comparar com os fornecedores as soluções existentes considerando o ciclo de vida dos materiais.

Adotar práticas que contribuam para a redução dos consumos de energia

  1. Considerar a utilização dos equipamentos e soluções mais eficientes do ponto de vista energético, nomeadamente:
  • Espaços com iluminação e ventilação natural;
  • Instalar sistemas de iluminação eficiente, priorizando lâmpadas de baixo consumo (LED) e sensores de presença;
  • Ponderar a instalação de pisos piezoelétricos;
  • Privilegiar fornecedores locais.

Adotar práticas que contribuam para a redução do consumo de papel, plásticos e a produção de resíduos

  1. Solicitar aos expositores que utilizem materiais promocionais sem plástico.
  2. Solicitar aos expositores que evitem a utilização de sacos de plástico para disponibilizar produtos ao público, bem como a utilização de embalagens em excesso ou individuais.
  3. Solicitar aos expositores que reduzam os materiais de divulgação e promoção em papel (p.e. folhetos, brochuras, cartões de visita) e adiram a outros formatos de marketing e publicidade digital (p.e. QR Code, NFC, etc.).
  4. Assegurar a máxima reutilização e reciclagem do material após o evento e incentivar os expositores a doarem o material que não puderem reutilizar.

CATERING, ESPAÇOS DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Proibir a aquisição ou a utilização de produtos de plástico de utilização única ou descartável

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, uma cláusula de proibição de fornecimento ou utilização de produtos de plástico de utilização única ou descartável.
  2. Privilegiar, no âmbito de serviços de catering, a utilização de produtos reutilizáveis, designadamente pratos, talheres e copos. Em alternativa, pode ser ponderada a utilização de utensílios biodegradáveis ou que possam ser facilmente reciclados. Por exemplo, quando possível, optar por materiais certificados, pratos e recipientes à base de cerâmica e de vidro, talheres metálicos, copos de vidro, guardanapos de pano, palhinhas recicláveis à base de papel, copos de cartão para bebidas quentes, copos de plástico reciclável para bebidas frias, bases para copos em cortiça, etc.
  3. Promover, no caso da existência de dispensadores de água, a utilização de copos reutilizáveis ou copos 100% recicláveis, assegurando a sua recolha seletiva no local e o encaminhamento para reciclagem. Poderá igualmente ser promovida a utilização de copos reutilizáveis mediante a aplicação de um depósito que assegure a devolução destes.
  4. Implementar, no caso de existência de máquinas de vending de bebidas, medidas que permitam:
  • o uso de recipiente reutilizável ou a disponibilização opcional de copo de material reciclável, assegurando a sua recolha seletiva no local e o encaminhamento para reciclagem;
  • dispensa opcional de agitador de bebida (palheta) de materiais alternativos ao plástico, como por exemplo madeira, bambu ou metal, assegurando a sua recolha seletiva no local e o encaminhamento para reutilização, quando possível, ou reciclagem;
  • a diferenciação positiva do preço das bebidas no caso de optar-se por recipiente e/ou agitador próprio.

Proibir a aquisição ou a utilização de produtos de plástico de utilização única ou descartável

  1. Diligenciar junto do fornecedor do serviço de vending para que este assegure a recolha e encaminhamento dos copos e agitadores para reutilização, se aplicável, ou reciclagem.
  2. Quando não seja possível evitar o uso de palhinhas, optar por palhinhas de materiais alternativos ao plástico nomeadamente vidro, papel, bambu, metal ou massas comestíveis (por exemplo trigo ou centeio).

Proibir a utilização de garrafas de «plástico de utilização única ou descartável» exceto para efeitos de disponibilização em máquinas automáticas

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, uma cláusula de proibição de fornecimento ou utilização de "garrafas de plástico de utilização única ou descartável", sempre que existam alternativas no mercado, exceto para efeitos de disponibilização em máquinas automáticas.
  2. Privilegiar a utilização de água da torneira recorrendo a jarros e copos de material reutilizável, sempre que possível. Caso não seja possível recorrer à água da torneira, privilegiar a utilização de garrafas de outro material que não plástico, de preferência reutilizável, como por exemplo vidro.

Distribuir garrafas reutilizáveis e disponibilizar pontos de enchimento de água da torneira

  1. Garantir que todos os funcionários afetos ao evento possuem um recipiente reutilizável.
  2. Garantir a existência de pontos de distribuição de água da torneira onde seja possível proceder ao enchimento dos recipientes com água.
  3. Equacionar a disponibilização de bebedouros que não requeiram a utilização de copos para a disponibilização de água.
  4. Promover, no caso da existência de dispensadores de água, a utilização de garrafas reutilizáveis. Poderá igualmente ser promovida a utilização de garrafas reutilizáveis mediante a aplicação de um depósito que assegure a devolução destas.

Privilegiar a utilização de produtos a granel ou, em caso de existência de embalagem, de materiais de maior reciclabilidade ou reciclados (nomeadamente, café em saco, cápsulas de café)

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, a obrigação de fornecimento ou utilização de produtos a granel (sem embalagem) sempre que exista essa alternativa, e sem prejuízo das questões em matéria de higiene e desperdício alimentar.
  2. Em caso de existência de embalagem de plástico privilegiar, sempre que aplicável:
  • Produtos que utilizem menor quantidade de embalagem;
  • Embalagens reutilizáveis;
  • Embalagens de materiais reciclados;
  • Embalagens de maior reciclabilidade.

Substituir os sacos de plástico por embalagens de papel, preferencialmente reciclado, com exceção dos sacos de lixo indiferenciado

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, uma cláusula de proibição de fornecimento ou utilização de sacos de plástico, com exceção dos sacos para o lixo indiferenciado.
  2. Em caso de procedimentos para aquisição de serviços ou de bens que prevejam o fornecimento ou utilização de sacos de plástico para o lixo indiferenciado, incluir uma cláusula que preveja a obrigação desses sacos incorporarem uma percentagem maioritária de material reciclado.

Privilegiar fornecedores de catering/concessionários com preocupações ambientais e sociais na realização do serviço

  1. Garantir um serviço de catering adequado à dimensão do evento, assegurando sempre que possível a confirmação do número de participantes para evitar desperdícios de comida e bebida.
  2. Selecionar serviços de catering/concessionários que optem por fornecedores locais e empreguem recursos humanos da comunidade local.
  3. Selecionar serviços de catering/concessionários que privilegiem refeições confecionadas com produtos locais e sazonais, com produtos biológicos e/ou outros produtos certificados.
  4. Optar por serviços de catering/concessionários que promovam uma alimentação saudável e contenham menus variados (p.e. alternativas vegetarianas, vegan, sem glúten, etc.)
  5. Assegurar que os serviços de catering/concessionários evitam desperdícios de água ao nível da confeção de refeições, lavagens e limpezas, e optam por detergentes e produtos de limpeza ecológicos.
  6. Assegurar que os serviços de catering/concessionários promovem uma adequada separação dos resíduos orgânicos e a recolha e encaminhamento dos óleos alimentares usados.
  7. Promover a doação dos excedentes alimentares a instituições de caridade locais, sempre que permitido pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

 

 

 

ALOJAMENTO

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Privilegiar como parceiros unidades hoteleiras que garantam fácil acessibilidade ao evento

  1. Garantir que as unidades hoteleiras estão próximas do local do evento para reduzir as distâncias percorridas em deslocações e, consequentemente, as emissões de carbono.
  2. Preferir unidades hoteleiras acessíveis através de transportes públicos.
  3. Informação sobre os meios de transportes públicos disponíveis nas unidades hoteleiras.

Privilegiar como parceiros unidades hoteleiras com políticas de sustentabilidade implementadas

  1. Verificar a existência de informação sobre certificações de qualidade (p.e. ISO 9001), Sistemas de Gestão ambiental (p.e. EMAS ou ISO 14001) higiene, saúde e segurança no trabalho (p.e. OSHAS 18001) e outras certificações especifícas do setor do turismo como como Green Globe, Chave Verde, entre outras.
  2. Preferir unidades hoteleiras que implementem medidas de controlo do consumo de energia (p.e. iluminação eficiente, equipamentos de classe A a A+++, entre outras).
  3. Preferir unidades hoteleiras com programas de redução de consumos de água (p.e. sistemas de reciclagem de águas, redutores de caudal, sensores, etc.) e/ou papel (p.e. não recorrer a formulários de papel para registar hóspedes).

Optar por unidades hoteleiras que aderem a programas de reciclagem e reutilização

  1. Garantir a existência de locais de deposição de resíduos de forma diferenciada (papel, vidro, embalagens, etc).
  2. Verificar a adesão a programas de recolha de resíduos orgânicos e óleos alimentares usados para posterior encaminhamento para reciclagem.
  3. Verificar se as unidades hoteleiras disponibilizam programas de reutilização de toalhas de banho e roupas da cama.

Privilegiar como parceiros unidades hoteleiras que recorram a fontes de energia renovável

  1. Selecionar unidades hoteleiras que utilizem painéis solares térmicos ou fotovoltaicos ou mini eólicas para o aquecimento de águas sanitárias e produção de energia elétrica, respetivamente.

Privilegiar como parceiros unidades hoteleiras que promovem mecanismos de economia circular

  1. Verificar se existe programa de doação de excedentes de catering e de produtos de higiene.
  2. Verificar se existe programa de doação de materiais para reutilização (p.e. materiais electrónico, toalhas e roupas de cama, etc.).
  3. Serviço de catering com opções de alimentação saudável e com recurso a fornecedores locais.

CONSUMÍVEIS, PRODUTOS E RESÍDUOS

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Privilegiar, nos consumíveis em plástico, a utilização de produtos reutilizados, reutilizáveis ou recarregáveis (nomeadamente, toner de impressão, canetas)

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, a obrigação de fornecimento ou utilização de consumíveis reutilizáveis em detrimento de consumíveis descartáveis (p.e. tinteiros, toners e canetas recarregáveis ou CD/DVD regraváveis).
  2. Caso os consumíveis tenham embalagem própria e esta tenha obrigatoriamente de ser em plástico, privilegiar, sempre que aplicável:
  • Produtos que utilizem menor quantidade de embalagem;
  • Embalagens reutilizáveis;
  • Embalagens de materiais reciclados;
  • Embalagens de maior reciclabilidade.

Preferir produtos identificados com o rótulo Eco Label da União Europeia ou outras certificações relevantes que garantam a grande maioria dos critérios de reparabilidade, reutilização e reciclagem

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens, uma cláusula que privilegie o fornecimento ou utilização de quaisquer produtos (contendo ou não plástico ou papel) com as certificações seguintes:
  • Rótulo Ecológico da União Europeia (EcoLabel). Exemplos de produtos: vestuário e têxteis, pavimentos, tintas e vernizes, equipamentos eletrónicos, mobiliário, jardinagem, lubrificantes, produtos de papel e produtos de higiene e cosmética;
  • Certificação FSC (Forest Stewardship Council) e PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes). Exemplos de produtos: madeira e produtos de madeira, cortiça e produtos de cortiça, papel;
  • Certificação CertiPUR. Exemplos de produtos: colchões e mobiliário estofado;
  • Certificação Cradle to Cradle. Exemplos de produtos: design de interiores e mobiliários, materiais de construção, produtos de limpeza, têxteis, papel e embalagem;
  • Outras certificações que incorporem critérios relevantes de reparabilidade, reutilização e/ou reciclagem.

Privilegiar a adoção, na impossibilidade de evitar os produtos em plástico, de produtos de plástico facilmente reciclável e/ou constituídos, na totalidade ou em parte, por plástico reciclado ou por bioplásticos

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens aplicáveis, uma cláusula que privilegie o fornecimento ou a utilização de determinados produtos de plástico que cumpram o maior número dos seguintes critérios:
  • Plásticos simples (produto monomaterial) - preferir produtos de plástico de resina única em detrimento de produtos de plástico complexos (misturas);
  • Plásticos que não contenham aditivos perigosos, por exemplo, retardadores de chama;
  • Plásticos que não contenham aditivos disruptivos, ou seja, aditivos que impedem ou dificultem a reciclagem ou que alteram a qualidade final dos materiais reciclados;
  • Plásticos sem corantes adicionados ou com reduzida carga de tinta ou coloração e isentos de corantes com carbono negro;
  • Produtos de plástico 100% recicláveis;
  • Produtos em plástico marcados de acordo com a certificação EN ISO 11469 de identificação genérica e marcação de produtos plásticos;
  • Produtos com garantia de existência de tecnologia de separação e/ou reciclagem viável do ponto de vista técnico-económico.

Promover a redução do consumo de papel e consumíveis de impressão

  1. Efetuar o registo e credenciação dos participantes/visitantes eletronicamente e, sempre que possível, adotar sistemas de bilhética eletrónica.
  2. Sensibilizar os colaboradores para as orientações de uma impressão ambientalmente responsável, nomeadamente incentivando que as impressões sejam feitas em papel reciclado, versão rascunho e dupla face, sempre que possível.
  3. Promover a circulação eletrónica de informação específica do evento através de correio eletrónico ou outras plataformas digitais.
  4. Evitar/proibir a distribuição de brochuras e folhetos.
  5. Em conferências e seminários, incentivar os oradores e convidados a fornecer cópias electrónicas das apresentações e disponibilize-as no site do evento/organização, relembrando periodicamente aos participantes que todos os conteúdos estão disponíveis no site.

Adotar medidas para o prolongamento da vida útil dos equipamentos elétricos e eletrónicos

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens que envolvam o fornecimento ou utilização de equipamentos elétricos e eletrónicos, uma cláusula que privilegie os equipamentos com maior vida útil e reparáveis, assegurando, no âmbito do procedimento de contratação, a obrigatoriedade de retoma dos produtos fornecidos para efeitos da sua reparação, em detrimento da sua substituição ou aquisição.
  2. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços ou de bens que envolvam o fornecimento ou utilização de equipamentos elétricos e eletrónicos, uma cláusula que preveja a obrigação da retoma dos resíduos para encaminhamento para reciclagem sempre que não seja possível a respetiva reparação, preparação para reutilização ou reutilização, total ou parcial.
  3. Ponderar, sempre que possível, a reutilização dos equipamentos elétricos e eletrónicos, designadamente através de plataformas de partilha existentes ou a implementar.

Privilegiar a servitização dos produtos e equipamentos

  1. Dar preferência à aquisição ou locação do serviço em detrimento da aquisição do produto, designadamente para equipamentos elétricos e eletrónicos, têxteis e mobiliário.

Reutilizar produtos, utilizando plataformas disponibilizadas para o efeito

  1. Promover a doação/cedência de produtos, em desuso, a outras entidades no final do evento (p.e. equipamentos informáticos e outros materiais elétricos e eletrónicos).
  2. Promover a reutilização de produtos ou materiais em mais que um evento.
  3. Utilizar as plataformas existentes ou outras que venham a existir para identificar materiais e produtos disponíveis.

Uso obrigatório de caixotes para a separação de fluxos específicos de resíduos

  1. Colocar contentores em locais de fácil acesso, em quantidade e dimensão apropriadas para a recolha seletiva dos resíduos produzidos, nomeadamente considerando resíduos de papel/cartão, plásticos, metais e vidro.
  2. Prever os resíduos que serão produzidos ao longo do evento e os pontos onde são gerados de forma a otimizar a colocação dos contentores para recolha seletiva.
  3. Identificar os pontos de recolha seletiva de resíduos e incluir informação esclarecedora da sua correta utilização, nomeadamente instalando sinalização vertical fácilmente visível.
  4. Assegurar a recolha seletiva de resíduos orgânicos produzidos pelos serviços de catering/concessionários, bem como os resultantes de outros espaços de restauração e bebidas.
  5. Assegurar o correto acondicionamento e armazenamento de todos os resíduos de acordo com as suas características previamente ao seu encaminhamento para destino adequado.
  6. Assegurar, quando aplicável, a adequada separação e encaminhamento de outros fluxos específicos de resíduos produzidos, como pilhas e acumuladores, equipamentos elétricos e eletrónicos, óleos usados, pneus usados, veículos em fim de vida, óleos alimentares usados, baterias, cartuchos de impressão e outros resíduos tóxicos.
  7. Implementar, sempre que justificável, um sistema de gestão de resíduos que preveja a criação de mecanismos e circuitos de recolha de resíduos e a definição das responsabilidades dos intervenientes.

Adequada sensibilização de todos os envolvidos para a correta deposição e separação dos resíduos, em particular visando a sua recolha seletiva

  1. Promover a realização de ações regulares de sensibilização dos colaboradores para as regras básicas de separação de resíduos e para a correta utilização dos contentores disponibilizados.
  2. Sensibilização dos visitantes para uma correta deposição de resíduos e utilização dos ecopontos.
  3. Sensibilização dos expositores/concessionários para uma correta deposição de resíduos e reposição da situação inicial existente no local.
  4. Divulgar os resultados com vista a informar e sensibilizar, promovendo a responsabilização e um maior envolvimento de todos colaboradores e visitantes na concretização dos objetivos.

Adequada sensibilização do pessoal de limpeza para manter os resíduos separados e seu armazenamento temporário, com vista à recolha seletiva pelos serviços municipais

  1. Incluir, nos procedimentos de aquisições de serviços, quando estejam em causa serviços de limpeza que envolvam a recolha de resíduos, uma cláusula que preveja a obrigatoriedade de manter os resíduos separados para posterior encaminhamento, bem como a obrigação de assegurar ações contínuas de sensibilização de todo o pessoal envolvido.
  2. Assegurar uma adequada gestão de resíduos perigosos utilizados em determinados materiais e produtos (p.e. detergentes amoniacais, agentes à base de lixívia, solventes orgânicos, aerossóis, desengordurantes, etc.)

Promover a eliminação/redução da utilização de produtos não sustentáveis em atividades festivas

  1. Reduzir a utilização de material pirotécnico, promovendo a utilização de meios alternativos como tecnologias de luminotecnia.
  2. Evitar a promoção da utilização de confetis, serpentinas e purpurinas, e em caso de impossibilidade, incentivar alternativas mais sustentáveis (p.e. confetis em papel, purpurina biodegradável, etc.)

100.Evitar a promoção da utilização e largada de balões.

101.Incentivar a reutilização e aluguer de fatos no Carnaval e outras festividades que impliquem a utilização de trajes, nomeadamente trajes fabricados com fibras sintéticas.

TRANSPORTES, MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Promover a utilização de transportes coletivos

102.Incentivar a utilização de transportes coletivos nas deslocações em detrimento do transporte individual.

103.Avaliar a possibilidade de estabelecer parcerias com empresas de transportes públicos, nomeadamente com empresas que tenham uma frota com menor intensidade carbónica:

  • Adaptar a oferta e horários às necessidades específicas do evento;
  • Criação de uma oferta de transporte coletivo específicamente para o evento;
  • Criação de bilhetes únicos ou oferta de condições tarifárias especiais.

104.Assegurar serviços de shuttle para o local do evento (p.e. a partir de unidades hoteleiras).

105.Assegurar uma zona especial para estacionamento de táxis, caso seja justificado.

106.Promover a partilha de transportes individuais (car sharing).

107.Divulgar nos canais de comunicação do evento informação sobre a oferta de transporte coletivos disponíveis, nomeadamente rotas, horários, descontos e outras iniciativas.

Fomentar a utilização de soluções de mobilidade suave

108.Incentivar deslocações pedonais, assegurando que são feitas de modo seguro e acessível.

109.Disponibilizar bicicletas ou promover o seu aluguer para livre utilização dos participantes, sempre que possível.

110.Criar parques exclusivos para bicicletas destinados ao público em geral.

111.Divulgar nos canais de comunicação do evento informação e mapas sobre as rotas adequadas a meios de mobilidade suave.

Garantir acessibilidade para Todos

112.Assegurar meios de transporte com condições de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais e/ou bolsas de estacionamento próprias para pessoas com mobilidade reduzida.

113.Estabelecer parcerias com entidades que trabalham a temática e que possam sugerir melhorias de forma a melhorar a acessibilidade ao evento.

114.Divulgar a informação sobre mobilidade e acessibilidade ao dispor de todos os utilizadores, de forma inclusiva.

Otimizar as necessidades de transportes

115.Preferir reuniões à distância e sempre que possível recorrer às tecnologias de conference call (via telefone, internet e por videoconferência).

116.Promover os transportes com as cargas máximas para diminuir o número de veículos e viagens.

117.Privilegiar fornecedores locais e/ou com frotas mais eficientes (veículos elétricos, hídridos, biodiesel), sempre que possível.

118.Otimizar os circuitos de recolha de resíduos associados ao evento.

119.Recolher dados associados aos transportes de carga e pessoas que permitam quantificar e comunicar os resultados da pegada carbónica (p.e. km percorridos, tipos de veículos e combustíveis utilizados, etc.).

ENERGIA

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Promover uma utilização racional da energia elétrica

120.Privilegiar a realização de eventos durante o dia, otimizando a iluminação e climatização naturais.

121.Privilegiar a utilização de equipamentos elétricos e eletrónicos com etiquetas de eficiência energética A a A+++.

122.Optar por soluções de iluminação de baixo consumo e tempo de vida útil superior (p.e. iluminação LED e sensores para iluminação).

123.Incentivar a ativação das opções de poupança de energia nos diversos computadores portáteis e outros equipamentos eletrónicos em utilização no evento, programando-os para entrarem em modo de suspensão ao fim de um determinado período de inatividade.

124.Planear a seleção dos audiovisuais tendo em consideração a utilização de equipamentos ou materiais com potencial de reutilização/reciclagem e a adoção de técnicas de design sustentável  no âmbito da criação de apresentações ou outros efeitos audiovisuais associados ao evento (cor, luminosidade, etc.).

125.Planear adequadamente a localização dos sistemas de climatização em grandes espaços para garantir uma temperatura uniforme e evitar um consumo excessivo dos equipamentos.

126.Reduzir a utilização dos sistemas de climatização e quando for estritamente necessário utilize-os de forma moderada e eficiente (p.e. regulando os termóstratos para temperaturas moderadas e garantir o adequado isolamento térmico das divisões onde estão instalados para evitar perdas).

127.Assegurar que todos os equipamentos (luzes, sistemas de climatização, etc.) são desligados sempre que não estiverem a ser utilizados, em particular no final de cada dia.

128.Sensibilizar os colaboradores para a importância da utilização racional da energia.

129.Monitorizar o consumo energético.

Privilegiar fontes de energia renovável

130.Instalar equipamentos de produção de energia renovável para fornecimento de energia em algumas ou todas as áreas do evento, comunicando ao público e parceiros a energia produzida e as emissões de gases com efeitos de estufa que se evitou.

Reduzir consumos de combustível

131.Fazer um planeamento eficiente do parque de geradores do evento.

132.Considerar opções de geradores mais sustentáveis.

133.Privilegie fornecedores locais e/ou fornecedores com políticas de sustentabilidade implementadas.

134.Dependendo do tipo de evento, considerar recorrer a videoconferência para os participantes que não possam viajar e/ou deslocar-se até ao local evento.

MERCHANDISINGE BRINDES

MEDIDAS

BOAS PRÁTICAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

Incorporar práticas de marketing e merchandising ambientalmente sustentáveis

135.Privilegiar práticas de marketing digital como, por exemplo, campanhas online, TV e rádio.

136.Utilizar suportes de comunicação reutilizáveis, por exemplo roll ups, lonas ou outras estruturas para o mesmo efeito, com mensagens que possam perdurar e ser utilizadas em várias ocasiões.

137.Evitar adquirir ou utilizar produtos descartáveis no âmbito das práticas de marketing e merchandising.

138.Eliminar a distribuição de brindes e ofertas de plástico.

139.Em caso de não existirem, para determinados brindes, alternativas totalmente isentas de plástico, como por exemplo uma pen drive, deve optar-se pela que tenha menor quantidade desse material.

140.Procurar opções de brindes feitas de materiais reciclados e sem referência ao evento ou data de modo a que possa ser reutilizado novamente em outros eventos.

141.Ponderar a utilidade dos brindes e outros materiais de merchandising a distribuir.

142.Avaliar a relação custo / benefício na seleção dos brindes, ou seja, ter em consideração os benefícios associados a uma menor produção de um produto que tenha maiores ganhos ambientais e sociais, bem como uma maior utilidade.

143.Alinhar o merchandising com as políticas de sustentabilidade do evento, privilegiando materiais reciclados/recicláveis (p.e. produção de t-shirts em algodão biológico ou o reaproveitamento e transformação de materiais de edições anteriores ou outros eventos para a produção de elementos de merchandising).

144.Selecionar fornecedores locais de brindes e merchandising.

145.No final do evento recolher, reunir e reutilizar as publicações e brindes oferecidos e deixados no espaço do evento pelos participantes.

 

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