Torres Vedras

Agenda

Europa Sinfónica | Nordwestdeutsche Philharmonie - Alemanha

Temporada Darcos 2026

30 de outubro de 2026 | sexta | 21h00

Música

Local: Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa

Esta atividade integra o(s) programa Temporada Darcos 2026 - 19.ª edição

O ressurgimento da vida musical no território germânico foi uma das principais preocupações dos Aliados na reconstrução da Alemanha, pós II Guerra Mundial. Fundada nesse contexto, em 1950, a Nordwestdeustche Philharmonie é, hoje, a principal orquestra do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, desenvolvendo uma ação pedagógica notável junto das escolas deste estado, e colaborando com a rádio nacional WDR3.

Em meados de 1804, Ludwig van Beethoven (1770-1827) começou a compor aquela que viria a ser a sua única ópera, Fidelio, uma história de amor e heroísmo, inspirada nos valores da Revolução Francesa (1789): Leonore trasveste-se como Fidelio, para poder libertar o seu marido, Florestan, preso por motivos políticos. Após a estreia, em 1805, Beethoven reviu a ópera, compondo uma nova abertura, já em 1806. A Abertura Leonora n.º 3 é, per se, um portento sinfónico, um poema sinfónico avant la lettre. À introdução lenta, sombria e tensa, representando o cárcere e o sofrimento de Florestan, segue-se um brilhante Allegro, a figura heróica de Leonore. O toque de trompete, fora de cena, anuncia a aproximação da liberdade, um crescente musical luminoso até à coda triunfal, a vitória dos valores morais sobre a tirania.

O Concerto para Violoncelo de Nuno Côrte-Real (1971), em estreia absoluta, nasceu do diálogo com a violoncelista suíça Nadège Rochat. Trata-se do primeiro concerto do compositor para este instrumento, quase uma década depois do inspirado e elegíaco concertante Luar Galego, op.23 (2017). Concebido como uma viagem emocional, o compositor volta a cruzar a teatralidade musical, com uma narrativa sonora, profundamente humana, através de uma escrita lírica e pulsante, explorando a expressividade do instrumento solista enquanto contador de histórias.

Composta entre agosto e novembro de 1889, em agradecimento à sua nomeação para a Academia de Ciências, Literatura e Artes da Boémia, a Sinfonia n.º8, em Sol maior, op.88, de Antonín Dvořák (1841-1904) foi estreada a 2 de fevereiro do ano seguinte, dirigida pelo compositor, no Teatro Nacional de Praga. Por vezes descrita como sinfonia pastoral, distingue-se das demais sinfonias de Dvořák por uma fluência melódica bem-humorada, pressentindo-se uma liberdade criativa, que a demarca do rigor do idioma sinfónico do espaço cultural alemão. Ao longo dos seus quatro andamentos pressentem-se as paisagens idílicas de Vysoká (o refúgio de verão do compositor), e o folclore boémio, na senda de um nacionalismo crescente, de que Dvořák é um dos mais ilustres representantes.


Programa

L. van Beethoven (1770 – 1827)
Abertura Leonora Nº3 (da ópera Fidelio)

N. Côrte-Real (1971)
Concerto para violoncelo e orquestra
estreia absoluta

A. Dvořák (1841 – 1904)
Sinfonia nº8, em Sol maior, op. 88 B

I. Allegro con brio
II. Adagio
III. Allegretto grazioso - Molto vivace
IV. Allegro ma non troppo



Nadège Rochat, violoncelo

Nuno Côrte-Real, maestro

NORDWESTDEUTSCHE PHILHARMONIE

Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras, Teatro-Cine de Torres Vedras e Darcos -  Associação Cultural 


Atividade Gratuita


Publicado: 28.08.2026 - 16:04 horas
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