Joana Margaça
19.03.2026
Aos 41 anos, Joana Margaça é uma artista torriense multifacetada. Curiosa por natureza e eterna aprendiza, Joana Margaça é reconhecida pela sua ligação à Música e ao Associativismo. Com uma carreira artística que já passou além-fronteiras, acredita que a música é uma ferramenta vital de expressão.
A trajetória de Joana funde a música com as artes visuais. Estudou Artes Plásticas na ESAD das Caldas da Rainha e, embora o desenho e a pintura tenham estado sempre presentes - tendo coilustrado um livro e desenhado capas de álbuns -, foi a música, que no seu caminho, reclamou o papel principal.
Eterna aprendiza, como Joana se assume, ao longo de mais de uma década investiu na formação através de aulas particulares de canto (do clássico ao jazz) e piano. O espírito autodidata levou-a a desenvolver competências na guitarra e no adufe. Refere que “hoje, partilho este conhecimento como formadora, dando aulas de canto e iniciação ao piano”.
Assume ainda que “Crio para gerar memória coletiva e bem-estar. Defendo o valor do "fazer à mão", do analógico e da senciência humana em palco”.
Desta sua jornada, revela que fazem parte três álbuns gravados com os UXU KALHUS e concertos organizados pelo país, Galiza e Itália. Partilha que prepara o lançamento de singles com os grupos Modo Vilão e Sulladuf; a direção artística de dois espetáculos no evento Centrífugo, no Teatro-Cine; e o início da gravação do seu álbum a solo, a cappella, previsto para 2027.
A sua ligação à música é familiar. Joana recorda que o interesse começou aos seis anos de idade, a ouvir os CDs do seu pai, mas a presença da sua avó, sempre a cantar, marcou igualmente a sua infância. Revela que, aos oito anos, ingressou no Coro Juvenil da Cidade de Torres Vedras e que esta base coral ainda hoje a acompanha, quer na codireção do Coro Música Sem Idade do ATV, quer nos projetos desenvolvidos com a associação Esperteza Saloia.
Joana confidencia que “viver em Torres Vedras é uma escolha emocional: aqui valorizo a cultura do Oeste, as ligações comunitárias e recarrego energias no nosso mar.”
Quer deixar aos jovens torrienses a mensagem de que “não tenham medo de errar nem de recomeçar. Cada solavanco é uma aprendizagem”.



