Agenda
Candlelight Concert “Lumen” | Divagações à volta de Bach
X Ciclo de Órgão de Torres Vedras
21 de março de 2026 | sábado
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21h30
Local: Igreja da Misericórdia, Torres Vedras
Esta atividade integra o(s) programa X Ciclo de Órgão de Torres Vedras
Lumen! A luz que conduz o mundo pela música e palavra de esperança na obra de Johann Sebastian Bach. Aquela que nos transporta e envolve em sentimentos únicos.
Um concerto à luz das velas, que conta com a voz inconfundível de Patrycja Gabrel interpretando algumas das árias mais emotivas e tocantes do génio do barroco alemão, contando com a profunda e emotiva sonoridade do Violone e do órgão.
Envolventes palavras e dramatizações pela atriz Linda Valadas, em díalogo com o canto e a instrumentalidade de Bach, salientando-se os textos das paixões Segundo São João e Segundo São Mateus, assim como textos de Paul Gerhardt, entre outros, apresentando um formato de concerto multifacetado e transversal, juntando a música, a palavra e drama.
Duração: +/- 50 minutos
Ficha Técnica
Linda Valadas, Atriz, Dramatização
Afecto In Trio
Patrycja Gabrel, Soprano
Duncan Fox, Violone
Daniel Oliveira, Órgão
Biografias
Linda Valadas, Atriz
Mestrado em Teatro, especialização em Encenação na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Estudou teatro com Marcia Haufrecht, em Nova Iorque, com Scott Williams em Londres, e com João Mota e Bruno Schiappa em Portugal.
De entre os seus trabalhos de encenação, destacam-se as óperas A Arte Suprema (2025), O Nosso Amor é... uma ópera para Natália de Andrade (2024), O Valor das Coisas (2023), Beatriz (2022), de Luís Soldado (estreia mundial no Brasil, Festival de Música Erudita do Espírito Santo, Não há Machado que Corte (2023), O Regresso da Norma (2020), É Possível Resistir, de Luís Soldado e a performance “EU.ROPE”, encomenda da Orquestra Clássica do Sul para o FIMA – Festival Internacional de Música do Algarve. Colaborou com o TNSC - Teatro Nacional de S. Carlos como Assistente de encenação na ópera O Navio Fantasma de R. Wagner (CCB,2023).
Trabalhou como intérprete com Nuno Pino Custódio, Wojtek Ziemilski, Graham Vick, Ana Padrão e Ron Howell. No cinema, em Portugal, trabalhou com Cláudia Clemente em O dia em que as cartas pararam e Ricardo Espírito Santo em Reflexos. Em Itália, e no Reino Unido filmou com Amir Gere, Broken Guitar, João Paulo Simões, Where her dreams end, Joseph Tito, Death of the Virgin e Sheena Holliday, Persona.
Foi nomeada para os Globos de Ouro 2016, com o espectáculo de teatro, E Morreram Felizes Para Sempre. É fundadora da AREPO – Ópera e Artes Contemporâneas, com quem desenvolve trabalho regular de pesquisa e experimentação no âmbito da Ópera, Teatro/Artes Performativas e Inclusão Social.
Afecto in Trio
Sendo um agrupamento dedicado à música antiga, o Afecto in Trio, dedica-se sobretudo ao estudo e divulgação da música antiga dedicada ao primeiro barroco, mas também ao barroco alemão e à música portuguesa antiga.
Composto pela cantora Patrycja Gabrel, Duncan Fox no violone e Daniel Oliveira no baixo contínuo (Órgão ou cravo), Afecto in Trio tem interpretado, intensivamente, a obra de Frescobaldi, Cazzatti, Monteverdi, Grandi, Caccini, bem como procura um conceito de concerto aberto, onde a dança e a interação com o público são uma constante.
Apresentou-se pela primeira vez no Festival de Música Antiga de Castelo Novo, onde foi muito aclamado pela crítica musical, e onde a ligação entre o passado e correntes musicais do presente foram uma constante.
Procurando uma prática musical informada, o grupo tem-se especializado, cada vez mais, através da formação contínua em agrupamentos de referência nacional e internacional, dedicados à prática do primeiro barroco, trabalhando em grupo ou individualmente.
Um trio que procura a relação entre música e palavra, emoções e afetos nos discursos mais antigos, desde a ópera à oratória.
Daniel Oliveira, órgão e baixo contínuo
Natural de Alenquer, Daniel Oliveira iniciou os seus estudos na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda a Velha, onde estudou Órgão e Cravo com João Paulo Janeiro.
Prosseguindo os seus estudos musicais, diplomou-se em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa, sob orientação de João Vaz, licenciando-se também em Cravo, pela mesma instituição, sob orientação de Ana Mafalda Castro. Realizou o mestrado em Pedagogia do Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa. É ainda licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Tem estudado com diversas personalidades como Graham Barber, Ketil Haugsand, Javier Artigas, L.F. Tagliavini, J.L.G. Uriol, Kristian Olesen, Míklos Spány, Peter Holtslag e Roberto Fresco.
Apresenta-se frequentemente a solo ou em grupos vocais ou instrumentais, marcando presença em vários festivais de Órgão e de Música Antiga em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar, o Festival Internacional de Órgão de Leon (Espanha), Ciclo Internacional de Órgão de Cantábria, Festival de Órgão de Málaga, Ciclo de Concertos do Santuário de Fátima, Festival de Música Antiga de Castelo Novo, Festival de Música Antiga de Santarém, Festival de Órgão de Santarém, Ciclo de Órgão de Sevilha, entre outros.
É professor de Órgão, Harmonia e Baixo Contínuo no Conservatório Nacional e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras.
Como pedagogo prepara, atualmente, um manual prático para o ensino do órgão na infância e é convidado regularmente para ministrar masterclasses ou formações para organistas litúrgicos.
Em 2019 gravou, juntamente com o violinista Marcos Lázaro, um CD dedicado à música Portuguesa e Italiana do período barroco, no Órgão histórico da Igreja da Misericórdia em Torres Vedras para a editora francesa FSB.
É diretor artístico do Festival de Música Antiga de Torres Vedras e do Ciclo de Órgão da mesma cidade, bem como diretor artístico do Ciclo de Música Barroca de Mafra IN MÚSICA.
É organista titular dos órgãos históricos da Igreja Matriz de Oeiras e Igreja da Misericórdia em Torres Vedras.
Duncan Fox, Violone
Duncan Fox começou a estudar piano aos 8 anos e aos 11 iniciou-se no Contrabaixo, graças ao desafio lançado por um professor de música, que na altura procurava um contrabaixista para a orquestra da sua escola. Foi o início de um fascínio pelo instrumento que o levaria a estudar, primeiramente, na Junior School da Royal Academy of Music de Londres com Emanuel Schulman e, mais tarde, na Royal Northern College of Music com Duncan McTier.
O piano acompanhou-o ao longo de todo o seu percurso académico, e nos seus anos em Manchester estudou ainda Viola da gamba com Richard Boothby. Foi durante este período que lhe foi atribuído o prémio de contrabaixo Eugene Cruft. Também aqui, participou em várias masterclasses com Todor Tochev e Frantisek Posta e iniciou a sua colaboração com algumas orquestras locais, como a Manchester Cameratae o Goldberg Ensemble.
Em 1993, pouco depois de ter terminado os seus estudos, veio para Portugal para integrar, a então recém-formada, Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Para além do trabalho em orquestra, toca regularmente com vários agrupamentos de câmara, conseguindo abranger uma diversidade de estilos musicais, que vão desde a música Renascentista tocada em instrumentos da época, até à interpretação de arranjos de sua própria autoria de música ligeira, tendo com os mesmos participado em várias gravações discográficas, transmissões radiofónicas e atuações por toda a Europa, além de locais mais distantes como Japão, Rússia e África de Norte.
Encomendou e interpretou várias obras para contrabaixo solo de compositores contemporâneos, incluindo o Concerto para Contrabaixo e Orquestra "The Morning Star", de Ivan Moody, que apresentou em Maio de 2009 com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Patrycja Gabrel, Soprano
Patrycja Gabrel, soprano Polaca, com mestrado em Canto pelo Conservatório de Música Fryderyk Chopin em Varsóvia. Continuou a sua formação na Escuela Superior Reina Sofia em Madrid, sob orientação do professor Tom Krause. Teve ainda oportunidade de participar em masterclasses com Riri Griest, Charles Kellis, Anita Garança e Helmut Deutsch - música de câmara. Bolseira da Fundação Gulbenkian (Portugal) para projectos ENOA. Prossegue o seu aperfeiçoamento vocal com a professora Joana Siqueira.
Patrycja participou em vários Festivais internacionais como o Festival d’Aix-en-Provence, Flagey Brahms Festival em Bruxelas, Festival do Órgão de Madeira, Festival Internacional de Música de Macau, Festival Cistermúsica.
Integra com frequência prestigiados agrupamentos nacionais portugueses onde atualmente reside, como o grupo Vocal Olisipo, a Capella Patriarchal e o Ludovice Ensamble.
Com regularidade atua com várias orquestras como a Orquestra Metropolitana da Lisboa, a Orquestra de Camara Portuguesa, a Orquestra Divino Sospiro, a Camarata Atlântica, a Orquestra Municipal de Sintra, e também com a Orquestra Gulbenkian, tanto no domínio da oratória, como em outros tipos de repertório.
Como solista, cantou ainda sob a direcção de Michel Corboz, Michael Zilm, Paul McCreesh, Leonardo Garcia Alarcon, Lawrence Foster, Jean-Marc Burfin, Osvaldo Ferreira, Joana Carneiro, Jan Wierzba, Cesário Costa, Pedro Neves.
Em 2015 gravou o papel da Mére na estreia da Ópera Bélgica L’Autre Hiver de Dominique Pauwels. O seu repertório inclui obras de música câmara de vários estilos e épocas. Da sua atividade de concerto destaca-se a participação em Vespro della Beata Vergine de Monteverdi (Temporada da Fundação Gulbenkian com maestro Corboz e Les Cornets Noirs), Dixit Dominus de Haendel, Stabat Mater de Pergolesi, Requiem de Mozart, Stabat Mater de Antóni Dvorak, Glória de Vivaldi, Carmina Burana de Carl Orff, Pulcinella de Stravinsky, Peer Gynt de Grieg, Beethoven Sinfonia n.9, Mahler Sinfonia n.4, Sonho de uma Noite de Verão de Félix Mendelssohn Bartholdy, ou Momente de Stockhausen. O seu repertório de Ópera inclui, entre outros, os seguintes papeis: Condessa Almaviva da Ópera As bodas de Figaro, Violetta em La Traviata de Verdi, Micaela em Carmen de Bizet, Lucia em Lucia di Lammermoor de Dionizetti, Lulu da Ópera de Alban Berg. Patrycja participou em duas estreias modernas das óperas portuguesas: Il Natal di Giove de João Cordeiro de Silva (papel de Adrasto) e Ester de Antonio Leal Moreira (papel de Ester).
Um lugar muito especial no seu percurso artístico tem a música do primo barroco. Patrycja integra agrupamentos barrocos como AnimAntiqua, Afecto in Trio e Trio Ástrea.
Reserva prévia de bilhetes em teatrocinetorresvedras.bol.pt
Os bilhetes podem igualmente ser levantados em: Santa Casa da Misericórdia
Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras e Santa Casa da Misericórdia
Parcerias: Patriarcado de Lisboa, Vigagaria de Torres Vedras, Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, Associação para a Defesa do Património, Cultur'Canto - Associação Cultural, Antena 2, Rádio Renascença
Atividade Gratuita
Lotação: 136
Esta atividade contribui para o seguinte Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU):




